Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Advocacia-Geral ameaça processar procuradores por causa de Belo Monte


Advogado-geral da União obteve aval de Lula para questionar ações do Ministério Público contra construção da usina

 

 

Felipe Recondo, Mariangela Galucci

 

BRASÍLIA


Com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Advocacia-Geral da União (AGU) ameaçou processar membros do Ministério Público que abusarem de suas prerrogativas para impedir a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A AGU pode, em nome do Estado, processar os integrantes do MP por improbidade administrativa e questionar, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a atitude dos procuradores.



Depois que a licença prévia foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na segunda-feira, membros do Ministério Público Federal disseram que poderiam questionar a licença ambiental na Justiça e processar os técnicos do Ibama que assinaram a licença. O procurador da República no Pará, Daniel César Avelino, afirmou que todas as fases do licenciamento serão acompanhadas e cogitou entrar com processo questionando supostas falhas do Ibama.



LULA

A análise, um dia depois da licença prévia, foi entendida por advogados da União como tentativa de emperrar a construção da usina. Diante disso, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foi a Lula e perguntou se poderia comprar a briga com o MP. O presidente deu aval, mas ordenou a Adams que avisasse antes o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. A AGU divulgou nota com o aviso de que questionaria na Justiça e pediria abertura de processo disciplinar contra os procuradores.



Gurgel reagiu às críticas à atuação do MP e disse que o ato da AGU tem "intuito intimidatório". De acordo com o procurador-geral, "o Ministério Público continuará atuando sempre que considerar que há ilegalidades a serem coagidas. O Ministério Público tem atuado cumprindo não a vontade pessoal do procurador-geral da República ou de um promotor, mas a vontade das leis".



O procurador-geral disse que a Constituição Federal e as leis garantem aos membros do Ministério Público atribuições para impugnar atos do poder público que supostamente são contrários à legislação. E, segundo ele, o Ministério Público não pode excluir desse trabalho os empreendimentos considerados relevantes para as políticas governamentais.



Gurgel disse que apoia o trabalho de seus colegas de Ministério Público. "Como procurador-geral da República, tenho sempre dito que jamais serei conivente com abusos de membros do Ministério Público. Se houver desvios, serão apurados. Agora, do mesmo jeito que não serei conivente, jamais deixarei de apoiar os que agem no exercício regular das atribuições do Ministério Público", afirmou.



OAB

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - São Paulo, Flávio D"Urso, não se lembra de ter visto caso parecido de interferência da AGU no trabalho do MPF. Mas concorda com a AGU: "O MP é legitimado a tomar providências no campo legal, mas não pode exorbitar".



Ubiratan Cazetta, procurador do MP do Pará, lamentou a decisão, que considerou ser "intempestiva". "Não acredito ser produtivo no Estado que espera ser de direito que haja esse tipo de ameaça."

Fonte: O Estadao.com.br 

 

Saiba mais sobre este assunto: Clic AQUI

 


publicado por ecotv às 10:29

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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Estaleiro OSX em Biguaçu- Mais um Mega empreendimento gestado em silêncio em Santa Catarina.


Autor: Eduardo Bastos Moreira Lima


Apenas há bem pouco tempo, apesar do órgão de licenciamento estadual afirmar que foram gastos 04 anos de estudos, a sociedade catarinense pode enfim conhecer o Projeto Anitápolis. Um grande empreendimento situado em uma das mais belas regiões da Serra Catarinense, berço de rios e com exuberante vegetação preservada.



Para alguns a questão poderia ser simplificada em um conflito entre “ambientalistas” e empresários, para a maioria, a questão ganha um vulto maior e está relacionada à luta por ver respeitado um direito mínimo por informação ambiental, postando lado a lado, políticos, empresários, ambientalistas, agricultores, profissionais liberais, acadêmicos.



Em comum os dois projetos tem a defesa de múltiplos interesses, em especial a associação entre segmentos políticos e empresarias, de um lado, o mais forte, e do outro o sempre desconhecimento da sociedade sobre o que vem a ser determinado empreendimento e seus possíveis impactos, sejam eles positivos e principalmente os negativos.



Nesse ponto surge uma grande interrogação. O que de fato vem a ser o Estaleiro que desejam colocar no Município de Biguaçu? Quais suas repercussões?



Alguns acreditam que um Estaleiro é um empreendimento para construir lanchas de passeio e pequeno porte e assim aproveitar a veia e o potencial turístico da Região, mas o certo, é que analisado o empreendimento como deve ser, e associá-los aos interesses de governo, o que será de fato construído é sim, uma estrutura capaz de fabricar plataformas petrolíferas e grande navios e também repará-los quando avariados. Proporcional ao investimento que é na ordem de 1,5 bilhão de dólares, cuja parte significativa será custeada pelo Poder Público, seja por linhas de crédito com juros mínimos seja via incentivos.



Mas o fato do licenciamento já estar encaminhado tem relação profunda com a sua publicação. Quantos leem nos jornais as chamadas publicações legais, quantos tomaram conhecimento que entre os dias 23 a 25 de dezembro, em pleno recesso para alguns e férias a outros, a FATMA fez publicar em jornais de grande circulação que o Estudo Prévio de Impacto Ambiental e respectivo Relatório do ESTALEIRO OSX, estariam disponíveis a sociedade para consulta no prazo de 45(quarenta e cinco) dias com fito que interessados manifestassem algum posicionamento a respeito do estudo e em caso do silêncio prosseguiria o seu trâmite.



Ocorre que, ações que surgem em desacordo com a legislação podem gerar ao ente licenciador e ao empreendedor dissabores futuros por eventuais questionamentos, sejam eles administrativos ou judiciais sobre os atos e assim por a terra anos de trabalho e estudo.



O certo é que poucos devem ter conhecimento que o Estaleiro a ser licenciado, em razão de suas atividades, poderá gerar danos ambientais a três unidades de conservação federais- APA Anhatomirim, ESEC Carijós e REBIO Arvoredo, além de impactar atividades relacionadas à pesca e à maricultura. Sem contar com a perturbação aos golfinhos, e tartarugas marinhas, risco de contaminação das águas subterrâneas por óleo, graxa e tinta, riscos de inundações, eis que o empreendimento situa-se em uma planície sedimentar flúvio marinha, risco em risco biomas ameaçados e protegidos por lei como restinga de mangue pois haverá necessidade em se promover aterro do local etc. Mais isso é preocupação de ambientalista dirão uns, de gente contra o progresso.



Contudo, quase ninguém tem se dado conta é que na área de influência direta do futuro Estaleiro, estão às áreas mais valorizadas do litoral catarinense, desde a internacional e recém certificada com a Bandeira Azul, Jurerê, passando por Palmas e as igualmente belas e conhecidas praias de Governador Celso Ramos, conforme quadro abaixo.



E nesse ponto convergem os interesses de empresários, ambientalistas, proprietários, cada um a sua forma de ver a questão. Não se pode negar à importância do empreendimento a sociedade, com relação à geração de empregos, mas deve-se também questionar que os que vivem do mar, aqueles que vivem do turismo, em especial relacionados às atividades náuticas, poderão sofrer prejuízos e perder postos de trabalho, aqueles que investem na Região, em especial em imóveis, loteamentos, para um público cada vez mais seleto e exigente e que tem o meio ambiente como valor agregado ao empreendimento, poderão ser surpreendidos com navios passando perto de suas propriedades e deixando um rastro de óleo e graxa no oceano.



Quanto às questões de ordem legal e eventuais contestações ao processo ou procedimento do licenciamento deixamos para outro espaço. O importante, mais uma vez, é divulgar a sociedade outro uma mega empreendimento que surge sem muito alarde e com grandes repercussões e cada um tire suas conclusões.


Eduardo Bastos Moreira Lima

advogado

 



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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Todos os países devem aceitar sacrifícios pelo clima; ouça especialista

da Folha Online

Nesta segunda-feira (14), o bloco africano abandonou as negociações sobre o clima em Copenhage. Horas depois, após conseguir garantias de que a conferência colocará mais foco na prorrogação do Protocolo de Kyoto, tornou a participar das negociações.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, Carlos Bocuhy, a atitude do bloco africano está relacionada ao despreparo do mundo frente ao tema. Segundo o especialista, reuniões como a da Cúpula da ONU deveriam ocorrer com muito mais frequência.

"Há uma urgência de um posicionamento global em relação ao clima. Todos os países devem aceitar sua dose de sacrifício", ressalta Bocuhy.

 


 

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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Código Ambiental Ruralista

Por Redação da SOS Mata Atlântica

 

 

A Câmara dos Deputados instalou recentemente uma Comissão Especial criada para analisar as propostas de alteração do Código Florestal, incluindo o projeto de Lei de Código Ambiental de autoria do presidente da Frente Parlamentar Ruralista e que pretende revogar e alterar as principais leis ambientais brasileiras:  lei de crimes ambientais, Código Florestal, lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e lei da Política Nacional de Meio Ambiente.
 
O processo de instalação dessa Comissão, que levou a uma composição notoriamente tendenciosa, formada por maioria de membros da bancada ruralista e que, portanto, não representa a diversidade de setores da sociedade brasileira interessada na sustentabilidade do nosso desenvolvimento, aponta para intenções retrógradas de eliminar direitos e flexibilizar garantias socioambientais conquistadas ao longo dos últimos 21 anos de vigência da Constituição Federal brasileira de 1988.
 
Nos últimos meses o governo brasileiro e o Congresso Nacional tomaram decisões temerárias sobre a legislação ambiental. A revogação da legislação da década de 1990 que protegia as cavernas brasileiras; a aprovação da MP 458 que incentivou a grilagem de terras, a concentração fundiária e o avanço do desmatamento ilegal na Amazônia; a edição do Decreto 6848, que, ao estipular um teto para a compensação ambiental de grandes empreendimentos, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que vincula o pagamento ao grau dos impactos ambientais.

Além disso, o governo brasileiro tem negligenciado a política ambiental, mantendo paralisados na Casa Civil da Presidência da República várias propostas de criação de unidades de conservação.

As organizações da sociedade brasileira abaixo assinadas denunciam esse ataque à legislação ambiental. É inaceitável que às vésperas da reunião da Convenção de Clima, em Copenhague, momento em que o Brasil discute compromissos de redução do desmatamento, e das emissões de gases causadores do efeito estufa, o Congresso Nacional tente promover retrocessos na legislação ambiental.

Os compromissos de redução de desmatamento que o Brasil assumiu não serão alcançados e as áreas hoje ambientalmente comprometidas jamais serão recuperadas se o marco regulatório existente for desconfigurado, como propõe a Bancada Ruralista com a conivência e o apoio da base do Governo no Congresso Nacional.

Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável – FBOMS
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Grupo de Trabalho Amazônico - GTA
Rede de ONGs da Mata Atlântica - RMA
Fórum Carajás
Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro – APEDEMA-RJ

Amigos da Terra - Amazônia Brasileira
Associação Alternativa Terrazul
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - APREMAVI
Associação de Proteção ao Meio Ambiente - APROMAC
Centro de Estudos Ambientais – CEA
Ecologia & Ação – ECOA
Fundação SOS Mara Atlântica
Fundação Vitória Amazônica - FVA
Greenpeace
Grupo Ambientalista da Bahia - GAMBA
Grupo de Defesa e promoção Socioambiental - GERMEN
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC
Instituto Centro Vida – ICV
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola - IMAFLORA
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia - IMAZON
Instituto Ipanema
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM
Instituto Socioambiental - ISA
Instituto Socioambiental da Baía da Ilha Grande - ISABI
4 Cantos do Mundo
Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais
Movimento pela Despoluição, Conservação e Revitalização do Rio do Antônio - MODERA
Programa da Terra - PROTER
TNC
WWF Brasil
Vitae Civilis - Instituto para o Desnvolvimento, Meio Ambiente  e Paz


(Envolverde/SOS Mata Atlântica)
 

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

 

publicado por ecotv às 11:26

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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Rio de Janeiro vai ficar verde para 2016

Nathália Marsal

Rio vai ficar verde para 2016. Foto: Divulgação O Rio de Janeiro vai ficar verde para as Olimpíadas 2016. A secretaria municipal de Meio Ambiente preparou alguns projetos para realizar as Olimpíadas Sustentáveis. Os projetos vão desde o aproveitamento da energia solar até o controle da emissão de gases poluentes. O término da despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas e o tratamento dos rios de Jacarepaguá também estão incluídos no projeto.

Para o subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Fernandes Moraes, "os cariocas vão ganhar muito e o meio ambiente também porque será colocado em prática a ideia de cidade sustentável", caso o Rio seja escolhido como sede das Olimpíadas. Na pauta da secretaria, a mudança da iluminação pública que vai passar a ser abastecida por energia solar através das placas de silício, através do reaproveitamento da energia solar.

"Um dia de sol pode gerar energia para iluminar a 'lâmpada' por 20 dias", explicou Altamirando. Atualmente, a prefeitura paga a Light mais de R$ 8 milhões para a iluminação. "Mesmo que tenhamos que investir com o tempo, vamos economizar a longo prazo", disse entusiasmado o subsecretário, que ressalta que além de economizar, o projeto tem como objetivo ajudar a impedir a degradação da Terra através do uso de outras energias - hidroelétricas e combustíveis.

A secretaria pretende também reduzir em até 8% a emissão de carbono na atmosfera até o fim do mandato do prefeito Eduardo Paes. Uma das formas será a substituição do diesel comum com o biodiesel, considerado um combustível limpo - nos veículos leves sobre rodas.

"Entre 30% a 40% do CO2 vem da emissão dos ônibus, se você mudar o combustível melhora a qualidade do ar", explicou o subsecretario. "Vamos regular a qualidade do ar que sai dos veículos rumo ao Carbono Zero", brincou Altamirando. A secretaria lembra que esses projetos foram apresentados no Relatório para o Rio 2016, mas a boa notícia é que mesmo que o Rio não sedie os Jogos Olímpicos os projetos vão acontecer. As Olimpíadas vão servir apenas para acelerar o processo.

Foto: Divulgação Atribuindo-se à ideia da redução de emissão de carbono na atmosfera, o Detran, em conjunto com o Inea (Instituto Nacional do Ambiente), irão começar a partir do primeiro dia útil de janeiro de 2010, a fiscalizar todos os veículos que serão submetidos à vistoria pela inspeção de emissão de gases poluentes. Os reprovados não terão o documento de licenciamento emitido. Atualmente, essa inspeção só é feita na frota-alvo, ou seja, veículos de grande circulação, como táxis, vans, caminhões e ônibus. Um dos pontos principais da proposta carioca é a implantação do Corredor T5, que ligará a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, ao bairro da Penha, na Zona Norte. O trajeto vai passar pela Avenida Brasil e as obras podem começar ainda este ano. O investimento será de R$ 1,2 bilhões sendo que R$ 750 milhões virão dos cofres da União, com o restante dividido entre a Prefeitura do Rio e a iniciativa privada.

"Isso vai ajudar também na formação do Mosaico Maciço Pedra Branca e Floresta Nacional da Tijuca", frisou Altamirando lembrando do túnel que será construído e que vai ligar as duas florestas, projeto que faz parte do T5. "O objetivo é a gente reflorestar em cima. Até 2016 serão plantadas mais de 24 milhões de mudas a mais". O projeto para a melhoria de um transporte ecologicamente saudável não acaba por aí. O município informou ainda que junto com o T5 serão instalados também mais de 200 quilômetros de ciclofaixas, inclusive no Centro da cidade, próximo a Estação das Barcas. Um dos locais mais importantes para os jogos é a Lagoa Rodrigo de Freitas. O subsecretário de Meio Ambiente conta que a Lagoa pode ser usada como um exemplo na luta pela despoluição.

A secretaria terminou todo o trabalho de dragagem para retirar determinada carga de lodo. "O próximo passo é aumentar o contato entre o mar e a lagoa para melhorar a qualidade da água". Os resultados já são visíveis: a quantidade de coliformes fecais na Lagoa Rodrigo de Freitas caiu de 16.000 em 2006 para valores da ordem de 400 atualmente, dentro do padrão estabelecido pelo Conama

Segundo o Inea, as condições sanitárias da Lagoa Rodrigo de Freitas melhoraram 92% desde 2006. O processo de despoluição, que faz parte do projeto de meio ambiente da candidatura Rio 2016, incluiu drenagens constantes e a reforma de oito elevatórias de esgoto que circundam o espelho de água.

"As propostas de meio ambiente da candidatura Rio 2016 estão focadas em conservação da água, energia renovável, jogos neutros em carbono e gestão do lixo e responsabilidade social. A Lagoa Rodrigo de Freitas vai receber praticantes de diversos esportes, como remo, canoagem e vela. A despoluição do local é um dos pontos importantes do projeto Rio 2016", disse o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman

O subsecretário Altamirando comemora. "Somos o único país que concorre que ainda preserva a mata nativa. Seremos um exemplo da luta no aquecimento global e acho que no dia 2 vamos comemorar para 2016. Vamos fazer as olimpíadas mais verdes da história".

publicado por ecotv às 14:37

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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Semana Mundial da Água

 

A Semana Mundial da Água 2009, em Estocolmo, na Suécia, está preparando sugestões para serem incluídas nos debates da Conferência sobre Mudança Climática marcada para dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.

O evento na Suécia, que será encerrado no sábado, 21 de agosto, conta com 2,5 mil participantes, incluindo especialistas e representantes de governo, que analisam temas relacionados à conservação e acesso à água e impactos no meio ambiente.

O Brasil é um dos 130 países presentes nesta reunião anual.

O coordenador geral da Agência Nacional de Águas do Brasil, ANA, Antônio Felix Domingues, conversou com a Rádio ONU, de Estocolmo, sobre as propostas e intercâmbios que aconteceram no encontro.

Ouça a  entrevista de Antônio Felix Domingues à Marco Alfaro, da Radio ONU em Nova York.

Entrevista - Parte 01

Entrevista - Parte 02

Entrevista - Parte 03


 

publicado por ecotv às 19:46

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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Movimento socioambientalista se manifesta sobre Código Florestal



 A adequação ambiental das propriedades é uma questão que precisa ser encarada com muita seriedade. Foto: Wigold Schaffer

A adequação ambiental das propriedades é uma questão que precisa ser encarada com muita seriedade. Foto: Wigold Schaffer

Uma carta assinada por redes representantes de ONGs e movimentos sociais, protocolada na última sexta-feira na Casa Civil da Presidência da República e em vários ministérios, sugere contribuições para aprimorar a legislação florestal brasileira e avalia propostas que vem sendo apresentadas pelo governo federal. O documento indica que a modificação do Código Florestal – principal instrumento normativo para proteger a vegetação nativa brasileira – pode afetar não somente o patrimônio natural do País, mas também populações, clima e nossa imagem internacional, e sugere aperfeiçoamento de regras, mantendo, porém, a essência da lei.



Os autores da carta apresentam, entre as propostas, pontos que necessitam de modernização, como a necessidade de cadastramento georreferenciado dos imóveis rurais em todo o País e a limitação do desmatamento de novas áreas. Eles defendem que já há áreas suficientes para produção agrícola e expansão urbana, e várias regiões cujos ecossistemas já foram excessivamente alterados, de forma que seria indicado aprimorar as áreas em uso em vez de contribuir para aumentar as emissões de gases de efeito estufa. O texto cita o Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia, criado em 2007 por organizações da sociedade civil, em conjunto com autoridades públicas e do meio científico, para impedir o avanço desnecessário do desmatamento na Amazônia e em todo o Brasil.



O processo de modificação da lei, de acordo com o documento, “deve necessariamente buscar o fim de novos desmatamentos, o que leva à necessidade de se criar, por outros instrumentos, formas de valorização da floresta e de incentivo à sua recuperação nas áreas onde isso se faz necessário”. Outra mudança sugerida é quanto à escala de aplicação da lei, para que toda bacia hidrográfica, em todos os biomas, tenha um mínimo de vegetação nativa em seu interior.



O documento também faz uma análise dos pontos apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente em conjunto com algumas organizações ligadas à agricultura familiar, que envolvem, por exemplo, a regulamentação do uso da reserva legal e modificações no regime de uso de algumas Áreas de Preservação Permanente (APP) nas pequenas propriedades. Para os signatários, boa parte do exposto, embora não implique necessariamente em modificação na lei, deve ser acatado, pois “a lei não pode tratar (como já não trata) da mesma forma todos os imóveis rurais, independentemente do tamanho e renda de seu proprietário, pois isso implicaria em injustiças e, inclusive, em ineficiência no cumprimento das regras”.



Além disso, são apresentadas opções às propostas do Ministério da Agricultura e de líderes ruralistas, como o reconhecimento de “usos consolidados” e “direito adquirido” para desonerar a recuperação das APPs e a compensação da RL fora da microbacia em outro Estado e bioma, para reduzir custos. Segundo o documento, compensar a RL em outro estado e bioma desvirtuaria completamente sua função ambiental “que é proteger a biodiversidade (naturalmente distinta em cada região) e o ciclo hidrológico (também dependente da vegetação existente na própria bacia)”. A sugestão socioambientalista é criar incentivos eficientes para que os proprietários recuperem a Reserva Legal (RL) e manter a exigência de compensação na mesma microbacia.

publicado por ecotv às 12:43

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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

ONU: Brasil, um dos 5 países mais atrativos para se investir

  Relatório da Unctad diz que investidores escolheram China, Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia; Brasil subiu uma posição, neste ano, levando a Rússia para 5º lugar; país atraiu US$ 45,1 bilhões em 2008; apesar da crise, setor deve se recuperar lentamente no próximo ano. Investimentos no Brasil Investimentos no Brasil


Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.


Um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, revela que o Brasil está entre os cinco países mais atrativos para investimentos estrangeiros diretos. A "Pesquisa sobre Perspectivas para o Investimento Mundial 2009-2010 foi publicada nesta quarta-feira na sede da Unctad, em Genebra, na Suíça. Pelo documento, o próximo ano deve registrar uma recuperação lenta no número de investimentos estrangeiros diretos com um retorno mais signicativo apenas em 2011. Brasil e Rússia Segundo os entrevistados para o estudo, China, Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia seriam os melhores destinos para possíveis investimentos. O Brasil subiu uma posição, ultrapassando a Rússia. No ano passado, o Brasil atraiu US$ 45,1 bilhões em investimentos, um crescimento de cerca de 30% se comparado ao ano anterior. Segundo a agência, as empresas transnacionais foram fortemente afetadas pela recessão mundial. Destaque Quase seis em cada 10 entrevistados disseram ter reduzido seus negócios fora de casa. O ex-secretário-geral da Unctad, Rubens Ricupero, disse à Rádio ONU, de São Paulo, que uma das razões para o destaque do Brasil com os investidores estrangeiros é o tamanho do mercado consumidor do país. "Grande parte do comércio atacadista e de varejo no Brasil está em mãos de grandes cadeias estrangeiras como o Carrefour, como o Walmart. Este tipo de investimento se sente encorajado porque o Brasil está se consolidando num mercado consumidor cada vez maior. Mão-de-Obra Barata O fator que está contribuindo mais para que a economia do Brasil não decline tem sido exatamente o consumo das famílias e do governo", explicou. O relatório da Unctad revela que a mão-de-obra barata é um dos fatores-chave na hora de investir no exterior. As tendências de globalização medidas por produção, emprego, investimentos e vendas devem levar à recuperação do setor em 2011. Os setores automotivo, de metais e químicos aparecem como os mais afetados pela crise. Os menos atingidos são os de agronegócios, serviços e farmacêuticos. A pesquisa foi compilada com base em 241 respostas enviadas aos organizadores do estudo.

publicado por ecotv às 21:08

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