Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Agências da ONU pedem proteção dos oceanos

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Relatório aponta que escossistemas marinhos são os novos grandes aliados contra as alterações climáticas; estudo divulgado na África do Sul pede investimentos na preservação do fundo do mar.

Fundo de carbono azul

Fundo de carbono azul

Maria Cláudia Santos, da Rádio ONU em Nova York.

 

Os governos interessados em combater as mudanças climáticas devem investir na criação de um fundo de "carbono azul", voltado para a manutenção e a reabilitação dos oceanos.

O alerta consta de relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, em conjunto com a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Emissões

O estudo elaborado pelas três agências da ONU mostra que grande parte das emissões de carbono está sendo absorvida e armazenada pelos ecossistemas marinhos.

Os manguezais, restingas e algas funcionam como uma espécie de reservatórios de carbono, impedindo que os gases poluentes retornem à atmosfera.

O documento afirma que a redução do desmatamento em terra e a manutenção da saúde do fundo do mar poderiam diminuir em até 25% os impactos das emissões, evitando alterações climáticas perigosas.

Para isso, são necessários investimentos, já que 7% dos escossistemas marinhos são perdidos anualmente e precisam ser restaurados.

Aliados

O sub-secretário-geral e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, lembrou que o mundo já sabia que o fundo do mar representa trilhões de ativos em dólares ligados a setores como o turismo, defesa costeira, pesca e serviços de purificação de água.

Além disso, agora, ele desponta também como grandes aliados naturais contra as mudanças climáticas e precisa ser cuidado.

O relatório das três agências da ONU foi divulgado durante série de eventos sobre questões marinhas realizados este mês, na África do Sul.

O documento antecede a convenção sobre alterações do clima que será realizada pela ONU em Copenhague.

 

 

publicado por ecotv às 15:35

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Relator da ONU para o Direito à Alimentação visita Brasil

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Olivier De Schutter chega ao país nesta segunda-feira, onde participa de discussões sobre a inclusão do direito à comida na Constituição brasileira.

Olivier De Schutter

Olivier De Schutter

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

O relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação chega à Brasília nesta segunda-feira para participar de discussões a nível nacional sobre a inclusão do direito à comida na Constituição.

Olivier De Schutter visita o país à convite do governo e para ele, a experiência brasileira em implementar políticas para combater a fome é única. Durante a missão, o relator irá destacar o impacto da Lei Federal sobre Segurança Alimentar e Nutricional.

Bioetanol

O relator da ONU disse ainda que a presença dele no Brasil também servirá para identificar como as iniciativas adotadas pelo governo podem inspirar outros países.

Ele cita o apoio às famílias de agricultores, a melhoria do acesso à água e comida aos mais necessitados e programas para alimentar as crianças nas escolas.

Oliver De Schutter irá avaliar como o país lida com a produção do bioetanol e como tenta reduzir a pobreza nas áreas rurais.

Segurança Alimentar

O relator vai participar de seminário sobre segurança alimentar, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e terá encontros com representantes do governo e da sociedade civil.

A missão de uma semana de Olivier De Schutter no Brasil vai gerar um relatório com recomendações ao país e o documento será submetido ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

publicado por ecotv às 13:46

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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Governança da Água no Brasil


Expositores: Pedro Jacobi (FE e Procam), Wagner Costa Ribeiro (IEA, FFLCH e Procam), Sonia Giaesella (Procam) e Silvia Zanirato (UEM)
Debatedores: Leo Heller (UFMG) e Norma Valencio (UFSCar)
Coordenadores: Ana Paula Fracalanza (Procam) e Paulo Sinisgalli (EACH)
Data: 6 de maio de 2009
Duração: 1h56min


OPÇÕES

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publicado por ecotv às 19:16

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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Os vícios de um sistema parasitário



Por Zygmunt Bauman*

 Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “o capitalismo é, substancialmente, um sistema parasitário”. “Como todos os parasitas, ele pode prosperar por um certo período quando encontra um organismo ainda não explorado do qual se nutre. Mas não pode fazer isso sem danificar o hospedeiro, destruindo as condições da sua prosperidade ou até da sua sobrevivência”, afirma.

Eis o texto.

Assim como o recente “tsunami financeiro” demonstrou aos milhões de indivíduos, “além de toda razoável dúvida”, que a miragem da “prosperidade agora e para sempre” havia iludido na convicção de que os mercados e os bancos do capitalismo eram os métodos garantidos para a resolução dos problemas, o capitalismo oferece o melhor de si não ao resolver os problemas, mas ao criá-los.

O capitalismo, justamente como os sistemas de números naturais dos famosos teoremas de Kurt Gödel (mesmo se por razões diversas…), não pode ser simultaneamente coerente e completo. Se é coerente aos seus princípios, surgem problemas que ele não é capaz de enfrentar (quero lembrar que a aventura dos “empréstimos subprime”, mostrada à opinião pública como o caminho para dar um fim ao problema dos sem-teto, aquela praga que o capitalismo, como se sabe, produz sistematicamente, multiplicou, pelo contrário, o número dos sem-teto por meio da epidemia das expropriações…). E, se procurar resolvê-los, não o conseguirá sem cair na incoerência com os próprios pressupostos de fundo.

Muito antes que Gödel escrevesse o seu teorema, Rosa Luxemburgo havia escrito o seu estudo sobre a “acumulação do capital”, no qual defendia que o capitalismo não pode sobreviver sem as economias “não capitalistas”: ele é capaz de progredir, seguindo seus próprios princípios, até que haja “terras virgens” abertas à expansão e à exploração. Mas não só as conquista para poder explorá-las, mas também as priva da sua virgindade pré-capitalista e, fazendo isso, seca as fontes de sua própria nutrição.

O capitalismo, dizendo-o de forma crua, é, substancialmente, um sistema parasitário. Como todos os parasitas, ele pode prosperar por um certo período quando encontra um organismo ainda não explorado do qual se nutre. Mas não pode fazer isso sem danificar o hospedeiro, destruindo, portanto, antes ou depois, as condições da sua prosperidade ou até da sua sobrevivência. Escrevendo na era do imperialismo crescente e da conquista territorial, Rosa Luxemburgo não previa e não podia imaginar que os territórios pré-modernos de continentes exóticos não eram os únicos potenciais “hospedeiros” dos quais o capitalismo podia se nutrir para prolongar a sua existência e iniciar uma série de períodos de prosperidade.

Em tempos recentes, assistimos a uma outra demonstração concreta da “lei de Rosa”, ou seja, o famigerado caso dos “empréstimos subprime”, na origem da atual depressão: a ideia de curto fôlego, deliberadamente míope, de transformar em devedores indivíduos sem os requisitos necessários para a concessão de um empréstimo, salvo pela esperança (astuta, mas em última análise vã) de que o aumento dos preços das casas, estimulado por uma demanda aumentada propositalmente, pudesse garantir, como um cerco que se fecha, que esses “novos compradores” pagariam os interesses regularmente (pelo menos um pouco)…

Hoje, à distância de quase um século desde quando Rosa Luxemburgo tornou pública a sua intuição, sabemos que a força do capitalismo está na extraordinária engenhosidade com a qual ele busca e descobre novas espécies hospedeiras toda vez que as espécies exploradas anteriormente diminuem de número ou se extinguem e no oportunismo e na velocidade, semelhante aos de um vírus, com as quais ele se readequa às idiossincrasias das suas novas pastagens. No número do dia 04 de dezembro de 2008 da New York Review of Books, em um artigo intitulado “The Crisis & What to Do About It”, George Soros, brilhante analista econômico e praticante das artes do marketing, apresentava o percurso das aventuras capitalistas como uma sucessão de “bolhas” que regularmente se expandem para além da sua própria capacidade de conteúdo e estouram logo que atingem o limite da resistência.

A atual crise do crédito não é o sinal do fim do capitalismo, só da exaustão de uma outra pastagem… A procura por uma nova pastagem começará o quanto antes, alimentada, exatamente como no passado, pelo Estado capitalista por meio da mobilização forçada de recursos públicos (usando os impostos em vez do poder de sedução, deficitário e temporariamente não operativo, do mercado). Serão buscadas novas “terras virgens” e se tentará, de um modo ou de outro, torná-las exploráveis, até quando a sua capacidade de engordar novamente os lucros dos acionistas e as gratificações dos dirigentes também seja espremida até o fim. E como sempre - aprendemos no século XX de uma longa série de descobertas matemáticas, de Henri Poincaré a Edward Lorenz - um mínimo descarte lateral pode conduzir ao precipício e fazer com que a aventura acabe em uma catástrofe. Até minúsculos passos em frente podem desencadear uma inundação e concluir com um dilúvio… O anúncio de uma outra “descoberta”, de uma ilha que ainda não estava marcada no mapa, atrai frotas de aventureiros muito mais numerosos com relação às dimensões e à capacidade do território virgem: frotas que, em um piscar de olhos, deverão retornar aos seus navios para fugir do desastre iminente, esperando contra toda esperança que os navios ainda estejam intactos, seguros no porto…

A grande questão é quando acabará o elenco das terras assujeitáveis à “virginização secundária” e quando as explorações, frenéticas e engenhosas, não garantirão mais um suspiro temporário. Quase certamente não serão os mercados, dominados como são pela “mentalidade do caçador” líquido-moderno que assumiu o lugar das duas atitudes anteriores - o pré-moderno do guarda-florestal e o sólido-moderno do jardineiro - que colocarão essa pergunta, eles que vivem passando de uma partida de caça de sorte à outra, até que consigam descobrir uma outra ocasião para adiar o momento da verdade, não importa se por um tempo breve e não importa a qual custo.


* O artigo, publicado no jornal La Repubblica, 30-09-2009, é um trecho do novo livro do autor publicado na Itália, intitulado “Capitalismo parassitario” [Capitalismo parasitário] (Ed. Laterza, 66 páginas). A tradução é de Moisés Sbardelotto.


Fonte: IHU On-Line


(Envolverde/Mercado Ético)


© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

publicado por ecotv às 12:02

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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Tecnologias na luta contra mudança climática

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Proposta é debatida em encontro da União Internacional de Telecomunicações, UIT; evento acontece até a próxima sexta-feira, na Suíça.

Telecomunicação e clima

Telecomunicação e clima

Maria Cláudia Santos, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reiterou, nesta segunda-feira, o interesse da Organização em discutir como as novas tecnologias estão criando possibilidades para o enfrentamento de problemas planetários, como as mudanças climáticas.

A declaração foi dada na abertura da "ITU Telecom Mundo 2009", em Genebra, na Suíça.

Debates

O evento, promovido pela União Internacional de Telecomunicações, UIT, debate as tecnologias da informação e comunicação, TIC's.

Na oportunidade, os principais nomes da indústria das telecomunicações e líderes políticos de várias partes do mundo tratam de assuntos ligados ao crescimento do setor em contexto de crise financeira.

Este ano, o fórum discute, ainda, temas globais, como as mudanças climáticas e o enfrentamento de desastres.

No discurso de abertura, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-monn, destacou que as as tecnologias da informação e comunicação são vitais para o enfrentamento de um dos grandes problemas atuais do planeta, as alterações climáticas.

Soluções Globais

O chefe de assuntos exteriores da União Internacional de Telecomunicações, Luiz Fernando Ferreira, disse à Rádio ONU de Genebra, que o setor, atualmente, tem muito mais condições de contribuir para a solução do problema do que para o seu agravamento.

"Hoje, as emissões de dióxido de carbono na atmosfera, decorrente do uso de tecnologias, são da ordem de 2,5 por cento, isso é baixo.

Em princípio o uso de TIC, principalmente, videoconferência e telefonia móvel, evita deslocamentos e também ajuda as indústrias de telecomunicações a terem um ganho em termos de redução de emissões. A UIT está comprometida com este tema", afirmou.

A "ITU Telecom Mundo 2009" acontece até a próxima sexta-feira, na Suíça.

publicado por ecotv às 17:52

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Projetos brasileiros recebem prêmio do UN-Habitat

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Iniciativas voltadas para a formação de jovens líderes ambientais do Rio de Janeiro, de Natal e de Santo André serão premiadas; ao todo, 67 projetos de diversas partes do mundo serão contemplados.

Iniciativas voltadas para jovens

Iniciativas voltadas para jovens

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

No Dia Mundial da Habitação, comemorado nesta segunda-feira, três projetos do Brasil voltados para a juventude recebem um prêmio do Fundo de Oportunidades para Jovens Lideranças Urbanas, uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat.

As instituições premiadas são a Associacíon Escola, no Rio de Janeiro, a associação "A Roda", de Natal e a Ong Alma Ambiental, de Santo André, em São Paulo.

Investimentos

Ao todo, 67 projetos de diferentes países serão contemplados com prêmios em dinheiro que vão de U$ 5 mil a U$ 25 mil, com o objetivo de impulsionar o trabalho das instituições em suas comunidades.

Em entrevista à Rádio ONU, a coordenadora do projeto "Jovens lideranças ambientais", da Ong Alma Ambiental, Sarah Brice, disse, de São Paulo, que os investimentos da agência serão usados primeiramente em educação.

"A primeira coisa é a formação dos jovens. Então vamos formar uma pequena equipe de educadores que vai trabalhar com os jovens e vamos oferecer oficinas, visitas a campo, atividades de formação", afirmou.

Comemoração

O Dia Mundial da Habitação será comemorado pelo escritório regional do UN- Habitat na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, onde os prêmios serão anunciados.

Iniciativas do Chile, da Colômbia e do Equador também serão contempladas.

 

publicado por ecotv às 14:54

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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Poluição e desemprego preocupam moradores das cidades, diz UN-Habitat

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De acordo com informações levantadas pela agência da ONU, pobreza, crime e corrupção também estão na lista das maiores preocupações de quem mora nos ambientes urbanos.

Foto: Banco Mundial

Foto: Banco Mundial

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

 

Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat, revela que a poluição e o desemprego estão entre as maiores preocupações de quem vive nas cidades.

Os pesquisadores da agência ouviram pessoas de 60 países, incluindo o Brasil, que também elegeram a pobreza, o crime e a corrupção como outras grandes preocupações de quem mora nas áreas urbanas.

Serviços

A pesquisa também perguntou sobre a qualidade dos serviços públicos nos grandes centros e concluiu que o funcionamento do trânsito e dos transportes coletivos é o que mais decepciona a maioria da população.

As informações levantadas pela agência serão discutidas durante a comemoração do Dia Mundial da Habitação, que acontece em 5 de outubro, em Washington, nos Estados Unidos.

Com o tema "Planejando nosso futuro urbano", o evento deste ano pretende chamar a atenção para novas formas mais sustentáveis de administração e organização das cidades.

*Apresentação: Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.

publicado por ecotv às 13:49

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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Rio de Janeiro vai ficar verde para 2016

Nathália Marsal

Rio vai ficar verde para 2016. Foto: Divulgação O Rio de Janeiro vai ficar verde para as Olimpíadas 2016. A secretaria municipal de Meio Ambiente preparou alguns projetos para realizar as Olimpíadas Sustentáveis. Os projetos vão desde o aproveitamento da energia solar até o controle da emissão de gases poluentes. O término da despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas e o tratamento dos rios de Jacarepaguá também estão incluídos no projeto.

Para o subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Fernandes Moraes, "os cariocas vão ganhar muito e o meio ambiente também porque será colocado em prática a ideia de cidade sustentável", caso o Rio seja escolhido como sede das Olimpíadas. Na pauta da secretaria, a mudança da iluminação pública que vai passar a ser abastecida por energia solar através das placas de silício, através do reaproveitamento da energia solar.

"Um dia de sol pode gerar energia para iluminar a 'lâmpada' por 20 dias", explicou Altamirando. Atualmente, a prefeitura paga a Light mais de R$ 8 milhões para a iluminação. "Mesmo que tenhamos que investir com o tempo, vamos economizar a longo prazo", disse entusiasmado o subsecretário, que ressalta que além de economizar, o projeto tem como objetivo ajudar a impedir a degradação da Terra através do uso de outras energias - hidroelétricas e combustíveis.

A secretaria pretende também reduzir em até 8% a emissão de carbono na atmosfera até o fim do mandato do prefeito Eduardo Paes. Uma das formas será a substituição do diesel comum com o biodiesel, considerado um combustível limpo - nos veículos leves sobre rodas.

"Entre 30% a 40% do CO2 vem da emissão dos ônibus, se você mudar o combustível melhora a qualidade do ar", explicou o subsecretario. "Vamos regular a qualidade do ar que sai dos veículos rumo ao Carbono Zero", brincou Altamirando. A secretaria lembra que esses projetos foram apresentados no Relatório para o Rio 2016, mas a boa notícia é que mesmo que o Rio não sedie os Jogos Olímpicos os projetos vão acontecer. As Olimpíadas vão servir apenas para acelerar o processo.

Foto: Divulgação Atribuindo-se à ideia da redução de emissão de carbono na atmosfera, o Detran, em conjunto com o Inea (Instituto Nacional do Ambiente), irão começar a partir do primeiro dia útil de janeiro de 2010, a fiscalizar todos os veículos que serão submetidos à vistoria pela inspeção de emissão de gases poluentes. Os reprovados não terão o documento de licenciamento emitido. Atualmente, essa inspeção só é feita na frota-alvo, ou seja, veículos de grande circulação, como táxis, vans, caminhões e ônibus. Um dos pontos principais da proposta carioca é a implantação do Corredor T5, que ligará a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, ao bairro da Penha, na Zona Norte. O trajeto vai passar pela Avenida Brasil e as obras podem começar ainda este ano. O investimento será de R$ 1,2 bilhões sendo que R$ 750 milhões virão dos cofres da União, com o restante dividido entre a Prefeitura do Rio e a iniciativa privada.

"Isso vai ajudar também na formação do Mosaico Maciço Pedra Branca e Floresta Nacional da Tijuca", frisou Altamirando lembrando do túnel que será construído e que vai ligar as duas florestas, projeto que faz parte do T5. "O objetivo é a gente reflorestar em cima. Até 2016 serão plantadas mais de 24 milhões de mudas a mais". O projeto para a melhoria de um transporte ecologicamente saudável não acaba por aí. O município informou ainda que junto com o T5 serão instalados também mais de 200 quilômetros de ciclofaixas, inclusive no Centro da cidade, próximo a Estação das Barcas. Um dos locais mais importantes para os jogos é a Lagoa Rodrigo de Freitas. O subsecretário de Meio Ambiente conta que a Lagoa pode ser usada como um exemplo na luta pela despoluição.

A secretaria terminou todo o trabalho de dragagem para retirar determinada carga de lodo. "O próximo passo é aumentar o contato entre o mar e a lagoa para melhorar a qualidade da água". Os resultados já são visíveis: a quantidade de coliformes fecais na Lagoa Rodrigo de Freitas caiu de 16.000 em 2006 para valores da ordem de 400 atualmente, dentro do padrão estabelecido pelo Conama

Segundo o Inea, as condições sanitárias da Lagoa Rodrigo de Freitas melhoraram 92% desde 2006. O processo de despoluição, que faz parte do projeto de meio ambiente da candidatura Rio 2016, incluiu drenagens constantes e a reforma de oito elevatórias de esgoto que circundam o espelho de água.

"As propostas de meio ambiente da candidatura Rio 2016 estão focadas em conservação da água, energia renovável, jogos neutros em carbono e gestão do lixo e responsabilidade social. A Lagoa Rodrigo de Freitas vai receber praticantes de diversos esportes, como remo, canoagem e vela. A despoluição do local é um dos pontos importantes do projeto Rio 2016", disse o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman

O subsecretário Altamirando comemora. "Somos o único país que concorre que ainda preserva a mata nativa. Seremos um exemplo da luta no aquecimento global e acho que no dia 2 vamos comemorar para 2016. Vamos fazer as olimpíadas mais verdes da história".

publicado por ecotv às 14:37

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