Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Código Ambiental Ruralista

Por Redação da SOS Mata Atlântica

 

 

A Câmara dos Deputados instalou recentemente uma Comissão Especial criada para analisar as propostas de alteração do Código Florestal, incluindo o projeto de Lei de Código Ambiental de autoria do presidente da Frente Parlamentar Ruralista e que pretende revogar e alterar as principais leis ambientais brasileiras:  lei de crimes ambientais, Código Florestal, lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e lei da Política Nacional de Meio Ambiente.
 
O processo de instalação dessa Comissão, que levou a uma composição notoriamente tendenciosa, formada por maioria de membros da bancada ruralista e que, portanto, não representa a diversidade de setores da sociedade brasileira interessada na sustentabilidade do nosso desenvolvimento, aponta para intenções retrógradas de eliminar direitos e flexibilizar garantias socioambientais conquistadas ao longo dos últimos 21 anos de vigência da Constituição Federal brasileira de 1988.
 
Nos últimos meses o governo brasileiro e o Congresso Nacional tomaram decisões temerárias sobre a legislação ambiental. A revogação da legislação da década de 1990 que protegia as cavernas brasileiras; a aprovação da MP 458 que incentivou a grilagem de terras, a concentração fundiária e o avanço do desmatamento ilegal na Amazônia; a edição do Decreto 6848, que, ao estipular um teto para a compensação ambiental de grandes empreendimentos, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que vincula o pagamento ao grau dos impactos ambientais.

Além disso, o governo brasileiro tem negligenciado a política ambiental, mantendo paralisados na Casa Civil da Presidência da República várias propostas de criação de unidades de conservação.

As organizações da sociedade brasileira abaixo assinadas denunciam esse ataque à legislação ambiental. É inaceitável que às vésperas da reunião da Convenção de Clima, em Copenhague, momento em que o Brasil discute compromissos de redução do desmatamento, e das emissões de gases causadores do efeito estufa, o Congresso Nacional tente promover retrocessos na legislação ambiental.

Os compromissos de redução de desmatamento que o Brasil assumiu não serão alcançados e as áreas hoje ambientalmente comprometidas jamais serão recuperadas se o marco regulatório existente for desconfigurado, como propõe a Bancada Ruralista com a conivência e o apoio da base do Governo no Congresso Nacional.

Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável – FBOMS
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Grupo de Trabalho Amazônico - GTA
Rede de ONGs da Mata Atlântica - RMA
Fórum Carajás
Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro – APEDEMA-RJ

Amigos da Terra - Amazônia Brasileira
Associação Alternativa Terrazul
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - APREMAVI
Associação de Proteção ao Meio Ambiente - APROMAC
Centro de Estudos Ambientais – CEA
Ecologia & Ação – ECOA
Fundação SOS Mara Atlântica
Fundação Vitória Amazônica - FVA
Greenpeace
Grupo Ambientalista da Bahia - GAMBA
Grupo de Defesa e promoção Socioambiental - GERMEN
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC
Instituto Centro Vida – ICV
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola - IMAFLORA
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia - IMAZON
Instituto Ipanema
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM
Instituto Socioambiental - ISA
Instituto Socioambiental da Baía da Ilha Grande - ISABI
4 Cantos do Mundo
Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais
Movimento pela Despoluição, Conservação e Revitalização do Rio do Antônio - MODERA
Programa da Terra - PROTER
TNC
WWF Brasil
Vitae Civilis - Instituto para o Desnvolvimento, Meio Ambiente  e Paz


(Envolverde/SOS Mata Atlântica)
 

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

 

publicado por ecotv às 11:26

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Programa "Cidades Mais Seguras" chega ao Rio de Janeiro

 

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Iniciativa da ONU vai apoiar autoridades locais na implementação de políticas de segurança para preparar a cidade rumo às Olimpíadas.

 

 

Projeto do UN-Habitat

Projeto do UN-Habitat

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York*.


 

O coordenador do programa da ONU "Cidades Mais Seguras", Elkin Velásquez, esteve nesta segunda-feira no Rio de Janeiro para firmar a parceria da iniciativa com a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

O projeto, que faz parte do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat, vai apoiar as autoridades locais na implementação de políticas de segurança pública.

Otimismo

Durante a visita, Velásquez se reuniu com representantes da Prefeitura e do Comitê Olímpico Brasileiro, COB.

Em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, Unic-Rio, o especialista afirmou que a prevenção à violência é um dos meios mais eficazes de combatê-la.

Prevenção

Velásquez disse que a medida é algo que deve estar incorporado ao imaginário e às ações daqueles que fazem políticas públicas e da sociedade que as solicitam.

O Rio de Janeiro é a terceira cidade brasileira beneficiada pelo programa "Cidades Mais Seguras". Diadema e Santo André, em São Paulo, já fazem parte da iniciativa.

*Reportagem: Daniel Fraiha, do UNIC Rio, Rio de Janeiro.


publicado por ecotv às 09:34

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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Pnuma: US$ 500 bilhões para economia verde

 

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Relatório ressalta investimentos necessários para o meio-ambiente nos países em desenvolvimento; agência da ONU aponta medidas financeiras e caminhos para reduzir emissão de carbono.

 

 

Novo relatório do Pnuma

Novo relatório do Pnuma

Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.


 

Investimentos de US$ 500 bilhões por ano, mais de R$ 800 bilhões, serão necessários para ajudar países em desenvolvimento a se adaptarem às mudanças climáticas e à produção de baixa emissão de carbono.

Essa é a conclusão de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, Pnuma, divulgado em parceria com investidores e companhias de seguro, nesta segunda-feira, na Cidade do Cabo, África do Sul.

Recomendações

O estudo aponta uma série de recomendações para os países em desenvolvimento vencerem atuais obstáculos econômicos e atingirem o patamar de economias 'verdes'.

Entre os tópicos estão políticas públicas diferenciadas, como a criação de um seguro para países que repudiem medidas de proteção ao meio-ambiente, o financiamento público de um fundo monetário que ofereça proteção às economias locais e o aumento dos acordos relacionados a baixa emissão de carbono.

O relatório sugere ainda que os setores público e privado devem desempenhar papel complementar para superar os desafios da mudança climática.

Pnuma

O Diretor do Pnuma Achim Steiner disse que 'o combate à mudança climática é uma oportunidade importante para direcionar economias para um caminho de baixa emissão e recursos eficientes'.

Segundo ele, se as medidas forem bem sucedidas, países em desenvolvimento podem e devem ser parte das transformações.

Achim Steiner afirmou que o relatório ressalta as atuais barreiras para a readaptação econômica dos países, estabelecendo o caminho para uma nova relação Norte-Sul.

publicado por ecotv às 16:17

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

ONU lança no Brasil campanha pelo meio ambiente

 

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Brasileiros podem participar com fotos e vídeos que revelam atitudes de cuidado com a natureza; melhores sugestões serão divulgadas nos meios de comunicação da ONU e na MTV.

 

 

 

 

 

 

 

Campanha no Brasil

Campanha no Brasil

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas no Brasil lançam a campanha "ONU Verde", com a pergunta: "O que você está fazendo para cuidar do meio ambiente?" O lançamento será neste sábado, dia do aniversário da organização.

 

O projeto conta com o apoio da operadora de celulares, TIM, que enviará oito milhões de torpedos convidando seus assinantes a apoiarem a iniciativa.

Atitudes

As respostas à pergunta-tema da campanha devem ser por meio de três fotos ou de um vídeo de 30 segundos, feitos no celular. Os trabalhos precisam contar também com um relato de 100 palavras sobre as atitudes propostas nas imagens.

Os participantes tem que publicar as sugestões no site OnuVerde.org até o dia 1° de junho de 2010. Após a data, a comissão julgadora escolherá as 10 fotos e os cinco vídeos que melhor traduzem o tema da campanha.

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, Giancarlo Summa, disse à Rádio ONU, de Brasília, quais são as expectativas para a iniciativa.

Tecnologia

"Estamos bastante otimistas, porque será uma campanha que vai contar com o uso maciço de uma nova tecnologia nesse tipo de questão", disse.

O resultado será divulgado em 5 de junho, Dia Mundial do Meio-Ambiente. O prêmio, segundo Giancarlo Summa, é a exibição do material selecionado.

"As fotos serão difundidas em todos os veículos de comunicação da ONU no Brasil e no mundo. Os vídeos escolhidos serão transmitidos pela MTV Pública, também parceira da campanha", disse.

Todos os que participarem receberão um certificado da ONU, com a frase: "Eu faço a minha parte".

publicado por ecotv às 20:28

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Yamaha lança motocicleta elétrica no Tókio Motor Show

Postado em Carros e Transportes em 23/10/2009 às 16h00
     

 

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O Tókio Motor Show deste ano trará, entre suas atrações, o novo conceito de moto elétrica da Yamaha. A EC-f será exibida entre os dias 24 de outubro e 4 de novembro e promete cativar o público com seu design futurista e sua tecnologia sustentável.

Os produtores investiram no estilo arrojado para atrair públicos de todas as idades. “Elas apresentam a simplicidade que apenas um veículo elétrico pode proporcionar, além de um estilo futurista. Sua facilidade de utilização, seu silencio e sua suavidade fazem da direção um ato prazeroso”, afirmam.

moto-2.jpg

O chassi da motocicleta é feito de alumínio, o que a torna mais leve. Suas engrenagens funcionam graças a uma bateria de íon-lítio de longa duração e a um motor elétrico de 0,6 kWh. O veículo pode ser abastecido em tomadas regulares, mas o fabricante não informou o tempo de recarga nem a autonomia da bateria.

A fim de tornar a CE-f ainda mais atrativo para o público em potencial, a Yamaha fez uma parceria com os principais fabricantes de motos japonesas para fazer lobby por mais espaços para estacionamento gratuitos de motocicleta e facilitar o acesso da população a licenças para esse tipo de veículo.

publicado por ecotv às 19:48

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Mudança climática deve afetar duramente o turismo

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OMT destaca que, mais uma vez, os grandes prejudicados serão os países pobres que se beneficiam da lucrativa indústria; organização estimula o "turismo verde".

Turismo sofre impacto

Turismo sofre impacto

Maria Cláudia Santos, da Rádio ONU em Nova York.

Pontos turísticos costeiros podem ser inundados com o aumento do nível do mar e estações de ski correm o risco de desaparecer devido ao derretimento das geleiras.

A previsão é da Organização Mundial do Turismo, OMT, que chamou atenção nesta quarta-feira para mais um dos lados destruidores das mudanças climáticas.

Indústria Lucrativa

O secretário-geral da OMT, Geoffrey Lipman, afirmou que o turismo chegou em uma encruzilhada e que terá que enfrentar o desafio do clima.

Segundo ele, qualquer fator que afete a lucrativa indústria irá ter forte impacto sobre a economia, como foi o caso do surto de 2001 de febre aftosa no Reino Unido.
Lipman lembra que, mais uma vez, os efeitos das alterações do clima vão prejudicar de forma mais acentuada as nações pobres, onde o turismo é um dos principais setores de exportação.

De acordo com a organização, em 2006, a indústria do turismo gerou mais de US$ 730 bilhões para os países em desenvolvimento.

Turismo Verde

Diante do quadro, a OMT lembra que é preciso buscar adaptações à nova realidade e apostar no "turismo verde", como forma de minimizar a catástrofe climática.

A organização aponta o setor do transporte aéreo, um dos grandes responsáveis por emissões de gases, como o primeiro a ter que se tornar sustentável, usando motores mais eficientes e os biocombustíveis.

publicado por ecotv às 16:55

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Brasil participa de iniciativa do Banco Mundial sobre clima

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País se une a nações desenvolvidas e em desenvolvimento em programa pioneiro de parcerias para o combate à mudança climática.

Investimentos florestais

Investimentos florestais

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

 

O Brasil está entre os países em desenvolvimento selecionados para fazer parte do Programa de Investimentos Florestais, FIP, do Banco Mundial.

O país se une nesta semana à República Democrática do Congo, à Índia, ao Marrocos, ao Nepal e à Romênia na busca por fundos de financiamento de combate ao aquecimento global.

Recursos Ambientais

As seis nações dividirão o comando do FIP com Estados Unidos, Austrália, Dinamarca, Noruega e Reino Unido, que já doaram US$ 350 milhões para o programa.

Para o representante do Brasil no FIP, Eduardo Sabóia, a iniciativa disponibilizará meios para que as economias mais vulneráveis e as comunidades que dependem das florestas possam gerenciar seus recursos ambientais de maneira sustentável.

Já segundo o Banco Mundial, o programa, que reúne países desenvolvidos e em desenvolvimento, é um dos pioneiros entre as parcerias mundiais criadas em favor do clima.

A primeira reunião do grupo acontece no dia 29 de outubro, em Washington, nos Estados Unidos. O objetivo do encontro é avaliar critérios de seleção de países e regiões a serem beneficiadas.

*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

publicado por ecotv às 21:15

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Buenos Aires abre congresso sobre desenvolvimento florestal

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Preservação de florestas

Preservação de florestas

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

 

A capital da Argentina, Buenos Aires, sedia até sexta-feira o Congresso Mundial Florestal, promovido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, em parceria com 150 países, entre eles, o Brasil.

Em sua 23º edição, o encontro discutirá temas como bioenergia, combate à mudança climática e uso sustentável dos recursos florestais.

Manutenção do Clima

O tema do Congresso neste ano, "Desenvolvimento Florestal, Equilíbrio Vital" pretende chamar a atenção dos países para a importância das florestas na manutenção do clima e na vida no planeta.

Para o diretor da divisão de ordenação florestal da FAO, José Antonio Prado, as discussões são ainda mais relevantes. Ele lembra que em dois meses, será realizada a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, em Copenhague, na Dinamarca.

O professor titular da Universidade de São Paulo, Leonardo Gonçalves, disse à Rádio ONU, de Buenos Aires, que uma das formas de se preservar a floresta é proteger as comunidades que dependem diretamente dela.

Amazônia e Mata Atlântica

"Uma das idéias para diminuir a devastação da floresta é valorizá-la junto aos serviços ambientais prestados pelos nativos e pelas comunidades que vivem na região", afirmou.

Leonardo Gonçalves, que é um dos representantes do Brasil no Congresso, destacou que serão discutidas no encontro alternativas sustentáveis para o aproveitamento dos recursos da Amazônia e da Mata Atlântica.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

publicado por ecotv às 14:30

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Quando mais rara, mais preciosa


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Andreia Fanzeres   
14/10/2009, 16:01
Todos os dias, ambientalistas que atuam no Sul do país tentam fazer barulho com denúncias de desmatamento de áreas nativas de Mata Atlântica. Muitas vezes, os registros são recebidos como banalidades, já que “10 hectares aqui”, “50 ali” não parecem fazer diferença. Mas num país que dizimou mais de 93% desta mata ao longo de 500 anos, eles fazem. E são ainda mais gritantes quando ocorrem sobre as ameaçadíssimas araucárias, que com muito otimismo ainda ocupam 0,4% de suas áreas origianais no sul do país. Em vez do caráter esporádico da exploração de fragmentos tão pequenos e remotos, o Ibama mostrou que, em pleno ano de 2009, o corte de araucárias em áreas nativas está aquecido como nos bons e velhos tempos em que o Brasil sequer tinha legislação ambiental para protegê-las.

Os últimos dias foram típicos. A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) enviou carta ao Ministério Público Federal (MPF) denunciando corte raso em área de floresta com araucária na região de Serra Esperança, no Paraná. Tudo licenciado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), órgão ligado ao governo estadual. Equipes do Ibama sobrevoaram a área e identificaram atitudes ilícitas, mas precisam checá-las por terra e verificar a validade da cópia da licença citada na denúncia, emitida em favor de Nissei Administradora de Bens Ltda. Segundo o órgão federal, o documento não aparece com número, é como se a licença não existisse.


O IAP justifica a licença chamando a área em questão de reflorestamento. “Também pedimos que o IAP esclareça como um embargo a um desmatamento ilegal sofre um processo de ajuste de conduta e, como resultado, permite-se um novo licenciamento ainda maior, sem nenhuma base legal”, indaga Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS. O ambientalista pede ainda que o MPF investigue todo o processo de autorização de corte de áreas com araucárias dentro do órgão licenciador estadual.

O presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, garante que o instituto não licencia corte raso de araucária. “Não estamos autorizando nenhum tipo de supressão florestal, só autorizamos corte de araucárias plantadas, para que não se inviabilizem os plantios”, afirma o presidente, que depois se lembra de outra situação. “Nós permitimos pequenas supressões florestais no caso de interesse público, mas são casos excepcionais”, diz. Segundo Burko, há dois anos ele desmanchou a última quadrilha no Paraná que autorizava supressões irregulares, em Ponta Grossa. “Depois disso, não tivemos mais conhecimento de coisas deste tipo”, atesta o presidente do IAP. A operação que Burko se refere é a que ficou conhecida como “Floresta Negra”, que deixou ambientalistas indignados, pois prendeu Elma Romanó, notória defensora de causas ambientais e ex-chefe do escritório regional do IAP em Ponta Grossa, quem primeiro fez denúncias de irregularidades no órgão estadual.

“Centenas de árvores no chão”

Números da devastação de araucárias
clique para ver slide show 
Em junho deste ano aconteceu a maior operação de fiscalização na Mata Atlântica já realizada no Brasil, deflagrada no Paraná. As imagens dos flagrantes chocaram até o superintendente do Ibama. “Centenas de árvores no chão. Todo mundo derrubando à vontade. Foi difícil de engolir. Constatamos em setembro, novembro, depois em março nossa operação veio a público, e mesmo assim continuaram. As pessoas não acreditaram que haveria uma fiscalização de grande porte em área de araucária, elas não estão acostumadas a isso”, nota José Alvaro Carneiro.

Em uma semana de trabalho, foram apreendidos 80 caminhões carregados com madeira nativa. As irregularidades encontradas em 14 cidades superaram cinco milhões de reais em multas. Serraria móvel, fornos de carvão clandestinos e a prisão do prefeito de General Carneiro, Ivanor Dacheri, do presidente da câmara de vereadores da cidade, José Claudio Maciel e do vice-prefeito de Coronel Domingos Soares, Volnei Barbieri tornaram a operação ainda mais marcante. E isso não foi tudo.

Na época, ficou claro que com ou sem quadrilha que facilite licenças, os documentos continuam sendo usados para mascarar crimes contra as araucárias. “Acontece que a pessoa tem área de reflorestamento com araucárias, consegue a autorização para corte, mas derruba pouco. Guarda o documento e aproveita para derrubar mata nativa e araucárias de grande porte. Quando a fiscalização aparece, mostra a licença autorizando o corte, que na prática não é exatamente o que ela pôs no chão”, explica o superintentente.

Segundo o IAP, esta situação não passa impune. “Temos monitoramento por satélite em todo o estado, o que nos permite identificar o infrator e em no máximo 60 ou 90 dias enviamos nossas equipes para autuá-lo”, responde Burko, que conta com 120 fiscais ambientais e com 700 policiais da Força Verde, da Polícia Militar. O efetivo é insuficiente para fazer frente à crescente demanda. “Nem que tivéssemos 10 mil [fiscais] conseguiríamos estar presentes. Mas considero que estamos com um esquema razoável”, diz Burko.

O compromisso de Requião

As críticas de ambientalistas não recaem sempre sobre desmatamentos em si, mas sobre a capacidade que o estado tem para se estruturar e checar com qualidade as condições das licenças que emite. Na semana passada, outro exemplo. A Justiça Federal em Guarapuava deu ganho de causa a uma ação do Ibama com a ONG Amigos das Águas contra o IAP por desmatamento ilegal de araucárias em Prudentópolis, na região central do Paraná. “O IAP deu autorização para desmate em 30 hectares. A pessoa desmatou 30 mais 185”, diz Carneiro, do Ibama. Em vez de auxiliar na recuperação da área, o IAP preferiu recorrer da decisão.

Na época da operação Augustifolia, deflagrada no final de maio, o estado do Paraná se comprometeu publicamente, com aval do governador Roberto Requião, que todos os Documentos de Origem Florestal (DOFs), as autorizações para transporte, seriam invalidados para uma área de quatro milhões de hectares no centro sul do estado, o equivalente a 20% do Paraná. Foi nesta área que o Ibama identificou os maiores crimes ambientais contra araucárias e, na época, todas as esferas de governo afirmaram que iriam colaborar para a continuidade das ações e investigações. Mas, até hoje, os documentos não foram suspensos. “Neste momento, precisamos mesmo é de atitude em relação às araucárias. Sobrou tão pouco que proteger os últimos fragmentos é questão de atitude”, diz Carneiro.

Diminuição da cobertura vegetal nativa no Paraná
Nesta semana, o Ibama realiza sobrevoos numa região focal de um milhão de hectares de extensão, onde as ações se concentraram no início do ano. Equipes estão refazendo levantamentos e identificando novas áreas. Quem for visto derrubando vai saber que será alvo. De fevereiro para cá, os desmatamentos ilegais de araucárias sofreram pelo menos um baque e ele veio das grandes empresas. “Vimos que depois das autuações, as empresas maiores diminuíram em cerca de 95% sua atitude ilícita, então neste momento elas não são mais o foco das minhas maiores preocupações”, diz o superintendente do Ibama. Isso tem um motivo, aliás, inovador.

A operação foi integrada entre Ibama, Polícia Federal e Receita. “Para as pessoas que olhavam com deboche para as multas do Ibama, e tinham certeza de que teriam muitos recursos para protelar o pagamento na Justiça, ficou muito mais difícil brigar contra três órgãos federais”, diz Carneiro. Agora, todos sabem que onde existe um delito ambiental, há um crime ambiental e também um crime fiscal. “Mesmo que a pessoa tenha algum receio de pagar a multa do Ibama, estar indiciado em inquéritos da Polícia Federal é chato e ficar na malha fina da Receita é pior ainda”, revela o superintendente do Ibama no Paraná.

Mais unidades de conservação

Depois de muita pressão da sociedade civil, o governo federal criou entre 2005 e 2006 seis unidades de conservação entre Paraná e Santa Catarina para proteger as araucárias. Embora a implementação esteja acontecendo aos poucos, o ritmo é bem mais lento do que a velocidade das ameaças. “A falta de pessoal é geral, mas parcerias com a sociedade civil amenizam essa situação. Um dos papéis da sociedade é ajudar nesses processos”, diz Miriam Prochnow, diretora-executiva da ONG catarinense Apremavi e ambientalista que há anos denuncia agressões às florestas com araucárias.

Uma das suas campanhas mais marcantes foi contra o alagamento de quatro mil hectares de matas nativas para a construção da usina hidrelétrica de Barra Grande, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A lição não foi aprendida. Novas usinas, como a projetada no leito do rio Silveira, em São José dos Ausentes (SC), ameaçam afogar mais fragmentos isolados de araucárias, além de acabar com o famoso Cachoeirão dos Rodrigues.

Segundo a ambientalista, são justamente interesses de novos empreendimentos hidrelétricos que emperram o processo de criação do Refúgio de Vida Silvestre do Tibagi, que deveria proteger outro remanescente importante de araucárias no estado, com 31 mil hectares. “Ainda há muitas áreas importantes que poderiam virar unidades de conservação municipais, estaduais ou reservas particulares”, enumera. Outro caso grave continua sendo o atraso na criação do Refúgio de Vida Silvestre do Rio da Prata, no município de Santa Terezinha, que vem sendo alvo de desmatamentos flagrados em operações da Polícia Federal e do Ibama. Só ali, o Ibama lavrou 65 autos e foram feitos 54 procedimentos de infração criminal pela PF em setembro. Dentro da fazenda Patrolim, local para onde a unidade de conservação está prevista, os agentes encontraram um assentamento ilegal chamado “Nova Esperança” e vários fornos de carvão. Eles lacraram ainda uma serraria e apreendeu nove caminhões, quatro tratores e dezenas de metros cúbicos de madeiras nativas.
publicado por ecotv às 15:55

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

100 mil deixam norte do Iraque por falta de água

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Relatório da Unesco revela que maioria dos aquedutos subterrâneos, conhecidos como "karez", secaram.

 

 

Tunel de "Karez" no Iraque

Tunel de "Karez" no Iraque

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*


 

Desde 2005, mais de 100 mil pessoas no norte do Iraque foram forçadas a abandonar suas casas, como consequência da escassez de abastecimento de água na região.

A informação faz parte de um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Secas

A Unesco estima que outras 36 mil pessoas no norte do Iraque estejam prestes a deixar a região, caso a situação não mude.

Segundo a pesquisa, as secas e o bombeamento excessivo de água diminuíram os níveis dos aquedutos subterrâneos, que os iraquianos chamam de "karez".

Esse sistema é responsável por oferecer água potável à população local e é conhecido por sua capacidade de manter o abastecimento mesmo durante temporadas sem chuva.

No entanto, o estudo da Unesco confirma que, com o início da seca, quatro anos atrás, 70% dos aquedutos ficaram sem água. O bombeamento do fluxo por máquinas modernas também foi responsável por esse declínio.

Políticas de Restauração

De acordo com a agência da ONU, apenas 116 dos 683 aquedutos da região continuam funcionando.

O estudo produzido pela agência é o primeiro do gênero no país. Ele será oferecido ao governo local como ferramenta para a aplicação de políticas de restauração do abastecimento de água.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

publicado por ecotv às 18:41

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